03/03 – Educação Ambiental em Piracicaba

Palco será o Mirante | A partir de março, e ao término da reforma, o Mirante vai sediar o Centro de Educação Ambiental

ANA CRISTINA ANDRADE
Da Gazeta de Piracicaba
ana.andrade@gazetadepiracicaba.com.br

O Parque do Mirante irá sediar, a partir de março, e tão logo seja concluída a reforma do local, o Centro de Educação Ambiental com acolhimento de 2.800 crianças do 4° ano do ensino fundamental. O anúncio foi feito ontem por Rogério Vidal, secretário municipal de Defesa do Meio Ambiente, durante o 16° Arrastão Ecológico, realizado às margens do rio Piracicaba, e que reuniu cerca de 300 voluntários.

De acordo com o secretário, o projeto terá a participação também das secretarias de Turismo e da Educação, sendo que o transporte das crianças até o local será feito pela Prefeitura Municipal. “Em abril estaremos recebendo um recurso do Fehidro (Fundo Estadual de Recursos Hídricos), justamente para este projeto”, declarou.

Vidal também falou da importância em se manter as margens do rio limpas. “Estamos fazendo um esforço para recompor a arborização, já retiramos famílias invasoras das margens das APP’s (Áreas de Preservação Permanente), estamos tratando o esgoto, que até 2012 deve estar 100% tratado, e agora vamos dar um salto importante que é a questão da educação ambiental”.

De acordo com o prefeito Barjas Negri, a verba do Fehidro para o projeto será superior a R$ 300 mil. “A educação ambiental é uma questão muito importante, ressaltou. “Cada pessoa dando sua contribuição acaba formando um conjunto de cidadania”, acrescentou.

ÁRVORES. Antes do início do ‘arrastão’, Barjas Negri, Omir Lourenço (Setur), Rogério Vidal, deputado estadual Roberto Morais e vereador André Bandeira (PSDB), plantaram oito mudas de árvores às margens do Piracicaba, ao lado da rampa do Largo dos Pescadores. Foram duas mudas de tamboril, duas de cereja-do-rio-grande, duas embaúbas e duas canafístulas.

O secretário de Turismo, Omir Lourenço, lembrou que o rio Piracicaba já foi muito mais poluído do que é hoje. “O rio está melhorando graças a atitudes como estas”.
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Voluntários coletaram 750kg em 4h

O 16° Arrastão Ecológico teve início às 9 horas da manhã, contou com cerca de 300 voluntários que, até as 13 horas, haviam retirado cerca de 750 quilos de lixo das margens do rio. Segundo José Carlos Masson, organizador do evento, além das tradicionais garrafas Pet, normalmente encontradas no rio, foram retirados ainda chinelos e até um berço inteiro de madeira.

“É um absurdo o que fazem com o rio”, declarou. Apesar da sujeirada, ele comemorou a quantidade de voluntários que atuaram ontem: 300 pessoas, sendo a maioria jovens e adolescentes. “É a nossa juventude preocupada em preservar a natureza. Isso é muito importante”.

Além das pessoas que percorreram as margens por terra, vários barcos seguiram o rio coletando o lixo. O serviço deles iria terminar por volta das 17 horas. O rio foi “limpo” desde a rampa dos pescadores até a Estrada do Bongue.

Notícia extraída do jornal A Gazeta de Piracicaba: http://gazetadepiracicaba.cosmo.uol.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1676437&area=26050&authent=512516173760432064210324110217

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Pesquisa nacional | Publicação entende que a disciplina deve ser mais politizada

ADRIANA FEREZIM
Da Gazeta de Piracicaba
adriana.ferezim@gazetadepiracicaba.com.br

A Educação Ambiental deve ser mais politizada. Esse é um dos temas abordados na edição 77 dos Cadernos do Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes), que traz textos que mostram a produção nacional dessa disciplina. Ela foi organizada pela professora Maria Guiomar Carneiro Tomazello, coordenadora do Núcleo de Educação em Ciências (NEC), da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), e pela professora Marília Tozoni Reis, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A Educação Ambiental foi tema do caderno pela primeira vez em 1993, na edição número 29. Maria Guiomar, a Magui, também participou dessa publicação. “Naquele momento, a educação ambiental não ocupava lugar de destaque na área da Educação. Hoje esta situação é diferente: a educação ambiental consolidou-se como prática educativa e, portanto, como um tema de estudo. Assim, temos discutido a necessidade de publicações para a compreensão mais aprofundada desta temática, contribuindo para fazê-la mais consistente e consequente”, afirmou a docente, que também integra o grupo de trabalho de educação ambiental da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

Segundo ela, há mais de 30 anos a dimensão ambiental vem antes da educação. “A educação ambiental em vez de ser uma educação política acaba sendo uma educação ecologizada, conservacionista, confundida muitas vezes com o ensino de ecologia”.

Esse é o motivo pelo qual as escolas desenvolvem muitos projetos sobre poluição, água, lixo, hortas, plantio de mudas. Para a professora, a reciclagem de lixo na escola não é necessariamente educação ambiental. “É mais um trabalho que busca a mudança de comportamento, como se fosse possível salvar a vida na Terra com algumas ações ecologicamente corretas, mudanças individuais relativamente confortáveis nos nossos hábitos diários. É claro que passa por isso, mas não basta. A Educação Ambiental não é neutra. Mais do que mudanças culturais, os objetivos devem ser de provocar mudanças sociais, com ações coletivas a partir de políticas públicas”.

POLÍTICAS. Para Magui, a educação ambiental está centrada no sujeito, nas ações de cidadania que propõe mudanças culturais, quando na verdade, deveria também abordar as questões de políticas públicas. “Vamos imaginar que você, querendo colaborar com o ambiente, resolva andar só de bicicletas na cidade de Piracicaba. Provavelmente você vai morrer atropelada, pois não há uma política pública (construção de ciclovias, etc..) em favor da bicicleta”, comentou.

Outro exemplo que a professora apresentou é um trabalho com alunos sobre o tema água. “Levo o grupo de alunos ao Semae, informo a eles que a água é um bem precioso e que precisamos economizar. Muito bem. Isso é imprescindível! Mas não é suficiente. Deveríamos também abordar as diferentes formas de apropriação da água, a privatização da água, o custo da água”.

O transporte público, segundo ela é um excelente tema para a educação ambiental. “O incentivo ao carro em detrimento de um transporte público de qualidade faz parte de uma política maior, que deve ser entendida, discutida e analisada pelos alunos, com a participação de todas as disciplinas”, orienta.
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Caderno tem artigos coletivos

Os cadernos são dirigidos a profissionais e pesquisadores da área educacional e são publicados desde 1980, mantendo de três a seis novos títulos por ano. São editados pelo Centro de Estudos Educação e Sociedade, de Campinas, formado em 1979. Foram criados como resultado da atuação de alguns educadores preocupados com a reflexão e a ação ligadas às relações da educação com a sociedade.

A edição 77 publicada em dezembro sobre a Educação Ambiental, traz sete artigos de produção coletiva, elaborados por 25 pesquisadores de 19 instituições de ensino. Magui escreveu o texto “Pesquisa em Educação Ambiental: Panorama da Produção Brasileira e Alguns de seus Dilemas” com os também docentes e pesquisadores Luiz Marcelo de Carvalho e Haydée Torres de Oliveira.

Segundo ela, os artigos desse caderno apresenta o que as organizadoras consideraram os mais significativos temas na educação ambiental. “Tais temas resultaram de um difícil processo de escolha num campo muito rico, fecundo, diverso e pujante de produção de conhecimentos

A publicação pode ser adquirida na loja virtual da Cedes, no endereço http://www.cedes.unicamp.br, por meio de pedidos no e-mail cadcedes@cedes.unicamp.br ou no (19) 3289-1598.

Notícia extraída do jornal A Gazeta de Piracicaba: http://gazetadepiracicaba.cosmo.uol.com.br/conteudo/mostra_noticia.asp?noticia=1676657&area=26050&authent=356152553760434420654124110273

Pesquisa nacional Publicação entende que a disciplina deve ser mais politizada

ADRIANA FEREZIM
Da Gazeta de Piracicaba
adriana.ferezim@gazetadepiracicaba.com.br

A Educação Ambiental deve ser mais politizada. Esse é um dos temas abordados na edição 77 dos Cadernos do Centro de Estudos Educação e Sociedade (Cedes), que traz textos que mostram a produção nacional dessa disciplina. Ela foi organizada pela professora Maria Guiomar Carneiro Tomazello, coordenadora do Núcleo de Educação em Ciências (NEC), da Universidade Metodista de Piracicaba (Unimep), e pela professora Marília Tozoni Reis, da Universidade Estadual Paulista (Unesp).

A Educação Ambiental foi tema do caderno pela primeira vez em 1993, na edição número 29. Maria Guiomar, a Magui, também participou dessa publicação. “Naquele momento, a educação ambiental não ocupava lugar de destaque na área da Educação. Hoje esta situação é diferente: a educação ambiental consolidou-se como prática educativa e, portanto, como um tema de estudo. Assim, temos discutido a necessidade de publicações para a compreensão mais aprofundada desta temática, contribuindo para fazê-la mais consistente e consequente”, afirmou a docente, que também integra o grupo de trabalho de educação ambiental da Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa em Educação (Anped).

Segundo ela, há mais de 30 anos a dimensão ambiental vem antes da educação. “A educação ambiental em vez de ser uma educação política acaba sendo uma educação ecologizada, conservacionista, confundida muitas vezes com o ensino de ecologia”.

Esse é o motivo pelo qual as escolas desenvolvem muitos projetos sobre poluição, água, lixo, hortas, plantio de mudas. Para a professora, a reciclagem de lixo na escola não é necessariamente educação ambiental. “É mais um trabalho que busca a mudança de comportamento, como se fosse possível salvar a vida na Terra com algumas ações ecologicamente corretas, mudanças individuais relativamente confortáveis nos nossos hábitos diários. É claro que passa por isso, mas não basta. A Educação Ambiental não é neutra. Mais do que mudanças culturais, os objetivos devem ser de provocar mudanças sociais, com ações coletivas a partir de políticas públicas”.

POLÍTICAS. Para Magui, a educação ambiental está centrada no sujeito, nas ações de cidadania que propõe mudanças culturais, quando na verdade, deveria também abordar as questões de políticas públicas. “Vamos imaginar que você, querendo colaborar com o ambiente, resolva andar só de bicicletas na cidade de Piracicaba. Provavelmente você vai morrer atropelada, pois não há uma política pública (construção de ciclovias, etc..) em favor da bicicleta”, comentou.

Outro exemplo que a professora apresentou é um trabalho com alunos sobre o tema água. “Levo o grupo de alunos ao Semae, informo a eles que a água é um bem precioso e que precisamos economizar. Muito bem. Isso é imprescindível! Mas não é suficiente. Deveríamos também abordar as diferentes formas de apropriação da água, a privatização da água, o custo da água”.

O transporte público, segundo ela é um excelente tema para a educação ambiental. “O incentivo ao carro em detrimento de um transporte público de qualidade faz parte de uma política maior, que deve ser entendida, discutida e analisada pelos alunos, com a participação de todas as disciplinas”, orienta.

Caderno tem artigos coletivos

Os cadernos são dirigidos a profissionais e pesquisadores da área educacional e são publicados desde 1980, mantendo de três a seis novos títulos por ano. São editados pelo Centro de Estudos Educação e Sociedade, de Campinas, formado em 1979. Foram criados como resultado da atuação de alguns educadores preocupados com a reflexão e a ação ligadas às relações da educação com a sociedade.

A edição 77 publicada em dezembro sobre a Educação Ambiental, traz sete artigos de produção coletiva, elaborados por 25 pesquisadores de 19 instituições de ensino. Magui escreveu o texto “Pesquisa em Educação Ambiental: Panorama da Produção Brasileira e Alguns de seus Dilemas” com os também docentes e pesquisadores Luiz Marcelo de Carvalho e Haydée Torres de Oliveira.

Segundo ela, os artigos desse caderno apresenta o que as organizadoras consideraram os mais significativos temas na educação ambiental. “Tais temas resultaram de um difícil processo de escolha num campo muito rico, fecundo, diverso e pujante de produção de conhecimentos

A publicação pode ser adquirida na loja virtual da Cedes, no endereço http://www.cedes.unicamp.br, por meio de pedidos no e-mail cadcedes@cedes.unicamp.br ou no (19) 3289-1598.